Marcelo Park e Priscila Lou conversaram sobre como estruturar prompts para a rotina de vendas, do follow-up ao Business case. A gravação está disponível.
Quando a IA devolve um e-mail genérico ou uma análise que não serve, a reação comum é culpar o modelo e refazer o trabalho à mão. Na maior parte das vezes, o problema está no jeito de pedir.
Em 7 de julho de 2026, Marcelo Park e Priscila Lou conversaram sobre como escrever prompts melhores no webinar Engenharia de Prompt para times de vendas, ao vivo no LinkedIn da MeetRox. Marcelo conduziu a conversa, e Priscila mostrou como montar um prompt, quando usar cada técnica e exemplos de prompts para follow-up e Business case.
Quem participou
- Marcelo Park, Diretor de Go-to-Market da MeetRox
- Priscila Lou, Head de Customer Success da MeetRox
O que foi discutido
Um bom prompt tem contexto, instrução, dados e formato de saída
Priscila mostrou que um bom pedido faz o mesmo modelo chegar a um resultado mais avançado, sem necessariamente exigir um modelo superior. Para ela, quando a resposta erra, dificilmente a culpa é do modelo: em geral, faltou contexto ou a instrução veio confusa.
Os quatro blocos de um prompt, disse ela, não tinham mudado em um ano, e o formato de saída é o que as pessoas costumam esquecer, obrigando a refazer a resposta. Marcelo comparou o prompt incompleto ao chefe que pede para resolver um evento sem dizer que precisa de um e-mail de convite.
A própria IA ajuda a melhorar o prompt
Priscila apontou a principal mudança em relação ao ano anterior: começar simples e iterar, em vez de chegar com um prompt completo e complexo. A própria IA, segundo ela, já faz perguntas para completar o pedido, como qual persona considerar.
Marcelo perguntou o que fazer quando você ainda não sabe bem o que pedir. Priscila sugeriu partir do resultado final e traduzi-lo em ações. Em vez de pedir direto um e-mail de cadência, ela recomendou descrever o problema e a solução pensada e pedir ajuda para avaliar se faz sentido.
Dizer o que fazer funciona melhor do que empilhar proibições
Priscila recomendou pôr a instrução no início, porque a IA se perde quando um texto enorme vem antes da tarefa. Outra mudança dos últimos meses, segundo ela: dizer o que a IA deve fazer, em vez de empilhar proibições que podem levar o modelo a alucinar. Quando for preciso dizer o que evitar, ela indicou listar poucos pontos, no fim do prompt.
Ela também defendeu dar um papel à IA, como gestora de vendas, e ser específico, porque pedir um e-mail sem público, tom, tamanho nem objetivo faz o modelo chutar. Marcelo contou que costuma esquecer a persona e perguntou se um prompt de um parágrafo tinha tamanho saudável. Para Priscila, o que conta é a qualidade do prompt, não o tamanho.
Zero-shot, few-shot e cadeia de pensamento servem a tarefas diferentes
Priscila explicou que o zero-shot, pedido sem exemplos, resolve tarefas diretas, como tradução, resumo ou classificação simples. Já o few-shot traz exemplos de entrada e saída para ensinar à IA o padrão da sua operação. Nas vendas da MeetRox, contou ela, uma resposta como “Pode ser que essa solução nos atenda” pode ser sinal negativo: ou a pessoa não é a certa, ou tem uma dúvida a esclarecer.
Priscila descreveu a cadeia de pensamento como pedir ao modelo que raciocine passo a passo antes de responder. Marcelo sugeriu usá-la numa campanha de outbound, e ela completou que vale dizer o que se espera de cada e-mail da cadência.
Os prompts de follow-up e Business case juntam as técnicas
No prompt de follow-up que Priscila leu, um e-mail bem escrito por você entrava entre hashtags, usadas como separador, para mostrar o estilo. A instrução pedia resumo em três tópicos e próximos passos com responsável e data, com a IA propondo dono ou prazo quando faltassem. Os dados eram a transcrição da reunião, e ela observou que quem usa a MeetRox não precisa colá-la. Marcelo detalhou que a plataforma captura as conversas de vendas, de reuniões online e presenciais ao WhatsApp, e as organiza por cliente para servir de contexto aos prompts.
No prompt de Business case, a IA atuava como vendedor sênior diante do decisor econômico e ligava cada dor ao impacto financeiro ou operacional. Priscila destacou a instrução de usar apenas o que está nas transcrições e sinalizar quando faltarem dados, o que ajuda a evitar alucinação sem recorrer a proibições.
Prompt não é truque, é comunicação clara e iteração
Para fechar, Priscila passou por um checklist: instrução clara no início, contexto, dados separados, formato de saída, o que fazer em vez do que evitar e um plano para testar, observar e ajustar. A mensagem final dela foi que prompt não é truque, e sim comunicação clara somada a um método iterativo.
Marcelo citou a ideia de que quem escreve bem pensa com clareza, o que vale para qualquer pedido à IA. Priscila acrescentou que os prompts salvos também pedem revisão: um prompt de janeiro talvez já não funcione se o mercado ou a necessidade mudaram.
Para continuar
Para seguir no tema, leia os artigos sobre engenharia de prompt para vendas e CS e sobre como usar IA em vendas B2B, da prospecção ao pós-venda. Assista à gravação completa para ver os prompts lidos na íntegra e cada item do checklist.
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